sábado, 21 de novembro de 2015

Não. Engana-te. 
Não amo-te! 
Amo a mim
dentro de ti. 
Amo não saber mais
quando chego
   e quando parto
Amo o modo
que me recebe
e me aceita
teu corpo
Amo já nem ser 
mais de mim
quando estamos
um no outro. 


Um comentário:

Gabriel Guimarães Dutra disse...

E eu amo essa tua ideia. De amor encarnado e até difuso. Onde não existe fronteira entre amar e ser amado. Onde tudo é estímulo e resposta e não há linha cronológica ou relação de casualidade. Como se a própria ambição do amor fosse seu egoísmo e tentação totalitária de possuir a si mesmo e bastar-se. Quase como um retorno ao mito andrógino onde as partes se fundem e por fim reina uma paz de sentimento. No fundo, esta é a noção mais altruísta de amor possível. Pois ele está livre para orbitar o outro com a admiração de quem ama e confia. Belíssimo.

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